O prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister, afirmou, nesta quarta-feira, que a receita do município sofrerá corte de 20% se forem mantidas as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Segundo Hoffmeister, a mudança tornará a cidade inviável, afetando áreas como saúde e educação, além dos projetos sociais. No próximo sábado, na ponte que liga Imbé a Tramandaí, autoridades e entidades dos dois municípios, além de Cidreira e Osório, farão um protesto contra o projeto aprovado na Câmara.
Hoffmeister está no Rio de Janeiro, onde ocorre manifestação sobre o tema. O governador Sérgio Cabral, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Francisco Dornelles (PP-RJ), além de artistas, participam do ato, na Cinelândia. Shows com o grupo Revelação, Alcione, Neguinho da Beija-Flor e Fernanda Abreu estão programados.
Emenda Ibsen
A polêmica em torno do tema começou com a proposta do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) a respeito da distribuição dos royalties com base no fundo de participação de Estados e municípios. A emenda foi aprovada na última quarta-feira por 369 votos a 72, com duas abstenções.
No novo projeto, a receita dos Estados produtores de petróleo (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) seria reduzida. Nessa terça, o deputado entregou ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) uma nova proposta. O texto determina que parte dos benefícios destinados à União seja utilizada temporariamente para compensar as perdas dos Estados produtores.
Nova distribuição de royalties torna Tramandaí inviável, diz prefeito
Anderson Hoffmeister está no Rio, local de protesto contra a Emenda Ibsen