Política

Nova fase da Lava Jato aprofunda investigação sobre desvios na Transpetro

Advogado ligado a Renan Calheiros é um dos alvos da operação Satélite 2

Operação foi fundamentada na delação de Sergio Machado (foto), ex-diretor da Transpetro
Operação foi fundamentada na delação de Sergio Machado (foto), ex-diretor da Transpetro Foto : Agência Petrobras / Divulgação / CP
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira operação que mira políticos que estão sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). A Operação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da Republica (PGR) e autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação desta sexta cumpre apenas mandados de busca e apreensão e tem sustentação em informações da delação premiada da Odebrecht. A operação tem como objetivo aprofundar as investigações de desvios na Transpetro, informou a Procuradoria-Geral da República (PGR). As buscas e apreensões são feitas para coletar provas de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

A delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado serve de embasamento para a operação desta sexta. Nos mandados, a Polícia Federal e integrantes do Ministério Público Federal buscam documentos, equipamentos, mídias e arquivos eletrônicos, aparelhos de telefone, valores e outros objetos em endereços residenciais e comerciais em Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.

Um dos alvos de busca é o advogado Bruno Mendes, que seria ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Mendes já ocupou o cargo de assessor parlamentar de Calheiros. Ele foi gravado em uma das conversas de Sérgio Machado entregues à Lava Jato.

A operação é um desdobramento da Satélites, deflagrada pela Polícia Federal em 21 de março tendo como alvo pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros, Humberto Costa (PT-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

À época a PF informou, em nota, que na Satélites foi a primeira vez em que se utilizou informações dos acordos de colaboração premiada firmados com executivos e ex-executivos da Odebrecht. Os acordos foram homologados pelo STF máxima em janeiro deste ano.