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"Recebi nesta tarde o convite da presidente e quero agradecer a confiança que ela tem na minha capacidade de trabalho", salientou Gleisi. "Para nós, contudo, é um momento triste, pois sabemos do relatório da Procuradoria da República, que colocou de forma muito clara a situação do Ministro Palocci, falando que não há nenhum problema", avaliou a ministra.
Gleisi explicou que seu papel será melhorar o gerenciamento do ministério. "A presidente Dilma quer um funcionamento da Casa Civil na área de gestão. De acompanhamento dos processos e projetos", detalhou. "Tive a oportunidade de trabalhar com ela em vários projetos, quando fui diretora financeira da Itaipu e ela, ministra de Minas e Energia", acrescentou a ministra.
Ela elogiou a atuação do seu antecessor e fez questão de frisar sua importância no governo. "É uma pena perder o Palocci, pelas qualidades que ele tem. É um companheiro que foi muito importante para o processo de transformação do Brasil", analisou.
Carreira política
A senadora é filiada ao partido desde 1989 e, em 2002, compôs a equipe de transição do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e assumiu a presidência do PT no Paraná em 2008.
Gleisi disputou uma vaga para o Senado em 2006 e concorreu à prefeitura de Curitiba em 2008, mas só no ano passado conquistou a primeira vitória nas urnas. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e secretária de Gestão Pública de Londrina (PR) e de Reestruturação Administrativa de Mato Grosso do Sul. É advogada e tem 45 anos.