Política

Nova ministra se diz orgulhosa por convite, mas lamenta queda de Palocci

"É um momento triste para nós", disse Gleisi Hoffman em rápida entrevista no Senado

Nova ministra se diz orgulhosa por convite, mas lamenta queda de Palocci
Nova ministra se diz orgulhosa por convite, mas lamenta queda de Palocci Foto : Waldemir Barreto / Agência Senado
Em sua primeira manifestação após ter sido indicada, nesta terça-feira, a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, agradeceu à presidente Dilma Rousseff pela honra do convite. Em uma rápida e concorrida entrevista coletiva no Senad, ela relatou estar muito orgulhosa pela escolha, mas também lamentou o momento difícil do governo, com a queda de Antonio Palocci.

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"Recebi nesta tarde o convite da presidente e quero agradecer a confiança que ela tem na minha capacidade de trabalho", salientou Gleisi. "Para nós, contudo, é um momento triste, pois sabemos do relatório da Procuradoria da República, que colocou de forma muito clara a situação do Ministro Palocci, falando que não há nenhum problema", avaliou a ministra.

Gleisi explicou que seu papel será melhorar o gerenciamento do ministério. "A presidente Dilma quer um funcionamento da Casa Civil na área de gestão. De acompanhamento dos processos e projetos", detalhou. "Tive a oportunidade de trabalhar com ela em vários projetos, quando fui diretora financeira da Itaipu e ela, ministra de Minas e Energia", acrescentou a ministra.

Ela elogiou a atuação do seu antecessor e fez questão de frisar sua importância no governo. "É uma pena perder o Palocci, pelas qualidades que ele tem. É um companheiro que foi muito importante para o processo de transformação do Brasil", analisou.

Carreira política

A senadora é filiada ao partido desde 1989 e, em 2002, compôs a equipe de transição do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e assumiu a presidência do PT no Paraná em 2008.

Gleisi disputou uma vaga para o Senado em 2006 e concorreu à prefeitura de Curitiba em 2008, mas só no ano passado conquistou a primeira vitória nas urnas. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e secretária de Gestão Pública de Londrina (PR) e de Reestruturação Administrativa de Mato Grosso do Sul. É advogada e tem 45 anos.


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