Política

Nova proposta para reforma ainda não está fechada, afirma Meirelles

Ministro ressaltou que medida será será negociada entre relator e Congresso

Ministro ressaltou que medida será será negociada entre relator e Congresso
Ministro ressaltou que medida será será negociada entre relator e Congresso Foto : Evaristo SA / AFP / CP
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira que a nova proposta para a reforma da
Previdência ainda não está fechada e será negociada entre o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e o Congresso Nacional. Ele ressaltou, porém, que a versão final precisa garantir o equilíbrio das contas públicas e defendeu a manutenção de pontos como a fixação de uma idade mínima, a regra de transição e o combate a desigualdades entre os setores público e privado nas aposentadorias. Essas questões, segundo ele, são pontos que "não têm como
evitar".

"Não definimos ainda qual é essa proposta porque essa é uma discussão entre o relator e o Congresso. Não há uma proposta do governo", disse Meirelles, após participar de café da manhã na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com presença de lideranças e do presidente Michel Temer. "O benefício fiscal tem que ser algo que proporcione equilíbrio fiscal", afirmou o ministro. "Mesmo que caia o benefício para as contas públicas com a reforma previdenciária não pode cair muito", disse. Ele acrescentou que é possível que o resultado da nova proposta de reforma fique em mais de 50% da economia original prevista em cerca de R$ 800 bilhões. A versão aprovada na comissão especial prevê uma economia de cerca de R$ 600 bilhões.

Além do equilíbrio fiscal, o ministro disse que é preciso combater privilégios porque hoje só os mais ricos se aposentam pelo tempo de contribuição de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres. Meirelles afirmou ainda que a proposta vai manter a proposta de idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Na quarta, o relator havia
deixado em aberto a possibilidade de esses patamares serem alterados. O ministro disse também que está em discussão a questão da "dupla aposentadoria", sem dar detalhes sobre qual seria a alteração na questão do acúmulo se
benefícios.