Uma nova representação pedindo pelo afastamento do prefeito de Cachoeirinha, Miki Breier, e o vice-prefeito, foi feita na tarde desta quinta-feira junto ao Ministério Público. De acordo com o denunciante, o mesmo que apresentou documentação à Câmara de Vereadores que culminou na criação de uma comissão processante, o advogado Lucas Hanish, disse que além dos relatos já apresentados ao Legislativo, ele ainda destaca a prática de atos que estão influenciando e interferindo no andamento do processo.
“Entre elas, a compra de vereadores, através da exoneração e nomeação de 20% dos Cargos em Comissão. Todo município tem cerca de 150 CCs. Isso é apoio declarado. Além disso, a defesa alega inverdades na denúncia, como a inexistência de contrato de comodato, o qual temos como comprovar e, por fim, a alegação de que alguns dos atos citados na denúncia são considerados crimes e não infrações político-administrativas que quem teria competência para julgá-los seria o Judiciário”, argumenta.
Hanish diz que está alertando o MP para que denuncie prefeito e vice para que então o Judiciário faça o julgamento dos fatos apresentados. Breier disse que isso não tem fundamento. O advogado do prefeito, Cláudio Ávila, comenta que não conhece a representação: “Entretanto, se for do mesmo nível da anterior (apresentada na Câmara) é mais uma ação irresponsável de quem não tem compromisso com a cidade de Cachoeirinha. A acusação de compra de vereadores é algo muito grave e passa de todos os limites. É um denuncismo irresponsável. Me parece até um ato desesperado, tendo em vista a interferência do Judiciário, que suspendeu o processo, pois notou-se ser ofensivo ao direito”.
A assessoria da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha foi procurada para se manifestar, mas até agora não deu retorno.