“As eleições representam um processo público e o financiamento deveria ocorrer através da angariação de parte dos tributos recolhidos da população. Neste caso, os interesses das empresas doadoras de campanha interferem diretamente sobre os verdadeiros anseios da população”, ressaltou.
Sobre o monitoramento de novas mídias durante a campanha, como a Internet e as redes sociais, o presidente do TRE disse defendeu que a legislação eleitoral seja adequada. O pedido é de cautela para que haja um equilíbrio entre os candidatos em qualquer tipo de veiculação.
Outra interpretação política do desembargador é em relação à quantidade de partidos no Brasil. Para Marco Aurélio, 32 legendas é uma cifra exagerada, que não permite que a sociedade exerça controle sobre o meio político. Para ele, falta identidade dos partidos em relação às verdadeiras demandas dos eleitores.
O presidente do TRE ainda enfatizou que as atividades da instituição não se resumem ao pleito e que, muitas vezes, é realizado um “trabalho silencioso”, que não é visto e envolve os julgamentos da Corte.