O novo titular da Secretaria Municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, disse nesta terça-feira esperar que, com apoio do Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil consigam chegar a um consenso sobre as circunstâncias em que o ex-titular da pasta, Eliseu Santos, foi assassinado.
“Somente desta forma será possível se chegar a uma conclusão sobre os fatos”, frisou. Ele lembrou que existem duas versões para justificar o crime. De um lado, os policiais civis reiteram que Eliseu foi vítima de uma tentativa frustrada de assalto. De outro, os promotores defendem que foi executado.
O prefeito José Fortunati argumentou não haver necessidade de instalação da CPI da Saúde na Câmara Municipal. “Na minha avaliação a proposta tem um cunho eleitoreiro”, ressaltou. Para o prefeito, está claro que Eliseu foi vítima de uma vingança porque adotou medidas emergenciais e acertadas quanto ao rompimento do contrato com a empresa Reação Segurança e Vigilância Ltda.
“O Ministério Público e a Polícia Civil ainda não chegaram a uma única conclusão, mas esperamos que a justiça seja feita”, assinalou. Fortunati disse que respeita as duas instituições e afirmou ter conhecimento das iniciais dos dois procedimentos investigativos. “A mim, como prefeito, cabe aguardar que os culpados sejam realmente punidos”, enfatizou.
O presidente Câmara, Nelcir Tessaro, também não vê sentido na abertura de uma CPI para investigar irregularidades na saúde municipal. Observou que a Polícia Federal, o Ministério Público e a Polícia Civil já estão investigando o caso e que uma investigação paralela do Legislativo não traria elementos novos. “A sociedade está aguardando as conclusões dos órgãos oficiais. Não temos instrumentos para apurar algo diferente”, ponderou.
Novo secretário da Saúde espera por consenso no Caso Eliseu
Carlos Henrique Casartelli pediu colaboração de Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil