O pleito que se avizinha esteve presente nos discursos que marcaram a abertura do ano do Judiciário e do Legislativo, nesta segunda-feira. Enquanto, alguns defenderam eleições seguras, outros destacaram os desafios à frente.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, desejou “eleições livres, seguras e limpas, como têm sido conduzidas e feitas com zelo exemplar pela Justiça Eleitoral” e reforçou o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir abusos, em especial no combate às informações falsas.
Este ano, quem comandará a Corte Eleitoral durante o pleito será o ministro Kássio Nunes Marques.
Em sua fala durante a solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi mais enfático, destacando os desafios que a Justiça Eleitoral deverá encarar neste ano, como o combate ao abuso de poder econômico, às fake news e ao uso indevido de inteligência artificial para manipular a opinião pública. “E uma mentira repetida mil vezes tem o poder de influenciar os resultados eleitorais”, alertou.
"A Justiça Eleitoral deve ser capaz de agir com rigor, velocidade e precisão. Deve contar com modernas ferramentas tecnológicas para que a vontade popular prevaleça. Este é o desafio que se impõe, não apenas à Justiça Eleitoral, mas à própria democracia", afirmou o presidente.
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No Congresso Nacional, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), também destacou que o ano será intenso em função do pleito: “Estamos em um ano de eleições gerais. Mais uma vez a democracia brasileira demonstrará sua força, maturidade e vitalidade. Neste momento também faço um apelo ao país: precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz”.
Enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), disse que a Casa seguirá com “independência e harmonia com os demais Poderes”. Ele pediu ajuda dos deputados para que 2026 seja um ano de “serenidade”.