Conforme Dilma, Obama assumiu a responsabilidade pela investigação do fato. "Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem", sustentou. Ela disse que ainda pretende recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro, em Nova Iorque, para que sejam tomadas medidas sobre o assunto. "Irei à ONU propor uma nova governança contra invasão de privacidade", sintetizou.
De acordo com a presidente, sua primeira visita com honras de chefe de Estado aos Estados Unidos depende do desdobramento do caso e das explicações dadas pelo governo norte-americano. "A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama", disse Dilma.
No último dia 2, a brasileira sinalizou com a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Ontem, o Palácio do Planalto confirmou o cancelamento do envio da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar visita.
Sobre a crise na Síria, assunto que também dominou o encontro do G20 na Rússia, Dilma informou que "o Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação da ONU".
Com o fim do encontro da cúpula do G20, que reuniu lideranças dos 20 países com as maiores economias do mundo, o avião da presidente brasileira partiu da Rússia com destino ao Brasil por volta das 16h (9h no horário de Brasília). A previsão é de que ela chegue ao País no final da noite. Amanhã, Dilma participa do desfile de Sete de Setembro na capital federal.
Com informações da Agência Brasil