Antes da chegada do deputado, chamava a atenção o fato de a sede partidária estar praticamente vazia. Ele estava acompanhado das ministras Maria do Rosário e Teresa Campello, dos deputados federais Henrique Fontana e Paulo Ferreira e do secretário estadual do Planejamento, João Motta para o pronunciamento final. O governador Tarso Genro e o presidente estadual, Raul Pont, não participaram do último evento de campanha.
Na saída, Rosário admitiu que uma parte do eleitorado que era da base petista na Capital (em torno de 20%) votou em Fortunati. A vereadora Sofia Cavedon avaliou que a sigla vive um momento difícil, com reflexos na Câmara, onde perderá bancada.
Quando avaliar o processo eleitoral, o PT vai voltar a tratar de um dos principais problemas da candidatura: o fato de ter se dividido entre os que desejavam candidato próprio e os que queriam indicar Villaverde a vice de Fortunati ou de Manuela D’Ávila. O racha continuou durante a campanha, que seguiu sem participação efetiva de parte das lideranças e militantes.
A tendência é que essa divisão siga adiante, já que envolverá a disputa pelo comando dos diretórios estadual e municipal. Internamente, existe ainda a avaliação de que a reconquista do Paço Municipal neste momento atrapalharia os projetos em curso para as eleições de 2014 e 2018.