Política

Objetivos do PT vão além do pleito em Porto Alegre, diz Villaverde

Candidato não quis comentar divisão do partido que esvaziou a campanha municipal

Objetivos do PT vão além do pleito em Porto Alegre, diz Villaverde
Objetivos do PT vão além do pleito em Porto Alegre, diz Villaverde Foto : Vinícius Roratto
O candidato derrotado do PT à prefeitura de Porto Alegre, Adão Villaverde, admitiu às 19h deste domingo, em pronunciamento na sede municipal do partido, a vitória de José Fortunati. Ele não quis conceder entrevista coletiva e, diante da insistência da imprensa, respondeu de forma evasiva a questionamentos feitos enquanto saía do comitê. Sobre os motivos da derrota e o baixo índice de votos (9,64%), limitou-se a dizer que o partido fará avaliação do processo e que não vive de um processo eleitoral específico. Ele não quis comentar a suposta divisão do partido que enfraqueceu a estratégia para voltar ao Paço Municipal.

Antes da chegada do deputado, chamava a atenção o fato de a sede partidária estar praticamente vazia. Ele estava acompanhado das ministras Maria do Rosário e Teresa Campello, dos deputados federais Henrique Fontana e Paulo Ferreira e do secretário estadual do Planejamento, João Motta para o pronunciamento final. O governador Tarso Genro e o presidente estadual, Raul Pont, não participaram do último evento de campanha.

Na saída, Rosário admitiu que uma parte do eleitorado que era da base petista na Capital (em torno de 20%) votou em Fortunati. A vereadora Sofia Cavedon avaliou que a sigla vive um momento difícil, com reflexos na Câmara, onde perderá bancada.

Quando avaliar o processo eleitoral, o PT vai voltar a tratar de um dos principais problemas da candidatura: o fato de ter se dividido entre os que desejavam candidato próprio e os que queriam indicar Villaverde a vice de Fortunati ou de Manuela D’Ávila. O racha continuou durante a campanha, que seguiu sem participação efetiva de parte das lideranças e militantes.

A tendência é que essa divisão siga adiante, já que envolverá a disputa pelo comando dos diretórios estadual e municipal. Internamente, existe ainda a avaliação de que a reconquista do Paço Municipal neste momento atrapalharia os projetos em curso para as eleições de 2014 e 2018.



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