Política

Ocupação da Câmara de Porto Alegre ainda gera tensão

Vereador e servidora discutiram na internet um dia após liberação da Casa

Saída ocorreu de forma pacífica, após um acordo firmado
Saída ocorreu de forma pacífica, após um acordo firmado Foto : André Ávila
Encerrada na quinta-feira passada, a ocupação da Câmara de Porto Alegre por oito dias pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público continua produzindo efeitos na Casa. Nesta sexta-feira, o vereador Valter Nagelstein (PMDB) discutiu via redes sociais com uma servidora da Câmara depois de ela ter postado texto afirmando que não se sentia intimidada pelos manifestantes. Ela insinuou que os vereadores teriam motivos para isso. Nagelstein disse que tomará providências contra a servidora.

A Câmara também pretende tomar providências sobre transgressões que teriam ocorrido na Casa durante a ocupação do Bloco de Lutas. As medidas serão divulgadas em pronunciamento oficial do presidente da Casa, vereador Thiago Duarte (PDT). Segundo ele, as imagens das câmeras do circuito interno do parlamento municipal estão sendo analisadas por um grupo de trabalho formado internamente e que definirá as próximas ações para responsabilizar os autores.

“Vamos apurar de forma muito forte tudo que aconteceu aqui, as medidas jurídicas cabíveis serão feitas após a conclusão deste grupo de trabalho”, anunciou. Entre as questões apuradas por esta equipe estão o suposto de uso de substância psicoativa, a nudez em local público, e agressões que teriam ocorrido durante a ocupação. Um das imagens captadas pelo sistema de interno de câmeras, divulgados em redes sociais, mostra a confusão entre manifestantes, o fotógrafo da Casa, Elson Sempé, e o presidente.

Receio de nova ocupação

Duarte admitiu o receio de que nova ocupação aconteça já que o indicativo de projeto protocolado no Legislativo pedindo passe livre para estudantes, idosos e desempregados não deve ter andamento no Executivo como disse o prefeito José Fortunati. “Isso nos preocupa sim, principalmente diante das situações que ocorreram onde acabamos não tendo a devida proteção policial. Mas já estamos tomando providencias”, declarou, não descartando a contratação de uma empresa de segurança privada para evitar nova ocupação.

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