Política

Oficiais de Justiça negam falha do Estado em desocupação

Para entidade representativa, decisão sobre horário da reintegração de posse foi coletiva

Jean Gonçalves defendeu atuação dos oficiais de justiça no caso dos lanceiros
Jean Gonçalves defendeu atuação dos oficiais de justiça no caso dos lanceiros Foto : Ricardo Giusti
“Oficial de Justiça não comanda a Brigada Militar. A polícia tem seu comando”, afirmou o presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do RS (Abojeris), Jean Gonçalves, ao comentar nesta segunda-feira as cinco prisões na operação de reintegração judicial da Ocupação Lanceiros Negros no Centro de Porto Alegre, na quarta passada.

Ele comentou sobre a detenção do deputado Jeferson Fernandes. O presidente da Abojeris frisou que o parlamentar não foi preso e sim afastado do local por estar “colocando lenha na fogueira e criando tumulto”. Sua retirada, acrescentou, não foi ordem de oficial de justiça. Já as prisões foram decorrência de reação física contra os policiais.

Os oficiais de justiça, conforme Gonçalves, fizeram tentativas de conciliação em três momentos: “Havia comandante de polícia, havia Ministério Público, e conselho tutelar”, disse. Conforme ele, 20 pessoas, das quais três crianças e 17 adultos, estavam no prédio e não 70.

Gonçalves afirmou que partiu de um coletivo de pessoas — oficiais de justiça, forças de segurança, Ministério Público e Judiciário — a decisão do horário, entre 17h e 20h, para o início da operação de reintegração judicial.

Para ele não houve falha na ação, embora pessoas falhem. “A falha foi do Estado quando lá no início (2015) não fez o tratamento adequado. E que esse erro do Estado agora sirva de exemplo, que se organize, para fazer abrigos e atender as pessoas”, ressaltou.