O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, negou nesta quinta-feira habeas corpus a três executivos e, por essa razão, seguem presos preventivamente o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Santos Avancini, e o presidente do Conselho de Administração da empresa, João Ricardo Auler, e o presidente da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa.
A defesa dos executivos da Camargo Corrêa pedia a suspensão das prisões sob o argumento de que ambos colaboraram com as investigações, além de não terem periculosidade. O desembargador federal João Pedro Gebran Neto observou que a decisão que decretou a preventiva está fundamentada e que a participação de ambos no esquema criminoso não era de menor importância. Ele ressaltou a suspeita de superfaturamento dos contratos, a falsificação de contratos de prestação de serviços para encobrir desvios e o depoimento do diretor da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, segundo o qual, a empresa Camargo Corrêa, representada pelos executivos, participou de um suposto cartel para ganhar obras na Petrobras.
Já a defesa de Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC, pediu a suspensão da prisão preventiva alegando que não há prova de que ele tenha participado de coação de testemunhas e que o cliente está disposto a colaborar com as investigações. Segundo Gebran, as provas colhidas mostraram que Pessoa mantinha uma relação de relativa proximidade, confirmada por 35 interceptações telemáticas, com o doleiro Alberto Youssef, inclusive com empreendimentos em comum.
Desde segunda-feira, Gebran Neto já negou seis habeas – dois deles a dirigentes da OAS, três a executivos da Camargo Correa e um ao lobista Fernando Baiano.
Operação Lava Jato: negados mais três habeas-corpus em Porto Alegre
Desembargador federal já negou seis pedidos, desde segunda-feira<br />