Enquanto a situação do ministro da Previdência, Carlos Lupi, vai se complicando no governo devido à operação que descobriu descontos irregulares no INSS, a oposição à administração de Lula se movimenta para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, o grupo chegou ao número mínimo, de 171 assinaturas, para protocolar o requerimento da CPI.
A comissão, de autoria do Coronel Chrisóstomo (PL-RO) foi uma reação após a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação que identificou um esquema de cobranças que soma R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a PF.
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Chrisóstomo celebrou ter conseguido as assinaturas necessárias. “Vamos mostrar para o Brasil que essa CPI vale a pena, porque é a favor dos aposentados”, disse no plenário. Para uma CPI ser instalada, é necessário o apoio de pelo menos um terço dos membros da Câmara dos Deputados. Após isso, são indicados os membros da comissão.
Lupi na Câmara
Nessa terça, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, esteve na Câmara para falar sobre a investigação que apura o desvio de R$ 6,3 bilhões por meio de descontos não autorizados.
Em sua fala, ele admitiu que houve demora na apuração sobre a fraude e que a prática ocorre há anos no INSS. “A Previdência Social tem problemas de fraude há muitos anos. Não é de hoje, há muitos anos. Coibir essa fraude é uma tarefa muito difícil, porque como já falei, não é uma estrutura micro, como você pode assinar um papel e resolver”, afirmou.