A oposição comemorou a aprovação, que teve o apoio do PMDB, um dos partidos da base aliada ao governo. "É fundamental a aplicação do Congresso Nacional na fiscalização dessas coisas que aparecem e que dizem respeito a denúncias graves, como esta contra a Petrobras, que é um patrimônio do povo brasileiro", disse o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA).
Os deputados devem ir à Holanda para acompanhar a apuração das denúncias de irregularidades relacionadas petrolífera. Segundo a oposição, funcionários da estatal receberam propina da empresa holandesa SBM Offshore, que aluga plataformas flutuantes. Imbassahy informou que a oposição já definiu os nomes de dois deputados para compor a comissão: Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Fernando Francischini (SDD-PR).
A aprovação da comissão foi o lance decisivo na crise instalada entre a bancada do PMDB na Câmara e o Palácio do Planalto, gerada por impasses na liberação de emendas parlamentares e na formação de alianças regionais para a eleição deste ano. No domingo e na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com líderes do PMDB para tratar da reforma ministerial e dessas aliança. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), não foi chamado para nenhuma das reuniões e o gesto foi entendido pela bancada como uma tentativa de isolar o parlamentar fluminense, que tem reclamado da postura do governo.
O líder do governo Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deverão comparecer à Câmara para falar aos deputados sobre o que o governo tem feito para apurar as denúncias referentes à Petrobras.
De acordo com Chinaglia, os ministros vão ao gabinete da presidência para informar aos líderes partidários do governo e da oposição e ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), as iniciativas tomadas pelo governo no caso da Petrobras, inclusive no plano internacional.