Política

Oposição critica falta de clareza de Sartori

Bancada do PT prepara avaliação dos primeiros dias de governo

Oposição critica falta de clareza de Sartori
Oposição critica falta de clareza de Sartori Foto : Divulgação / CP Memória
Envolto por uma atmosfera de incertezas, o novo pacote de cortes a ser promovido pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) deixa em alerta a oposição, que ensaia uma cobrança mais incisiva. “Estamos bastante preocupados com o que está por vir. A gente sabe muito pouco do que pensa o governador Sartori. Preocupa ainda mais o fato de que as medidas anunciadas até agora são de baixo impacto resolutivo, praticamente ineficientes para um ajuste de contas”, diz o vice-líder do PT na Assembleia, deputado Tarcísio Zimmermann.

Para Zimmermann, falta ao governador a percepção de que deve compartilhar as informações com a Assembleia Legislativa para que as medidas de ajuste possam ser debatidas e qualificadas. “Vamos chegar a quase dois meses de governo e ninguém sabe o que o governador efetivamente vai fazer”, diz.

O clima de incerteza, segundo os oposicionistas, intensificou-se depois que o governador assumiu publicamente que fará mais cortes nas finanças, porém sem precisar à sociedade como isso ocorrerá. Segundo a deputada Stela Farias (PT), seu partido prepara uma avaliação, que será apresentada na tribuna da Assembleia, sobre os primeiros 50 dias do governo de Sartori e vai provocar a quebra do silêncio governista sobre seus planos. “Existe um discurso de caos com o qual não concordamos e, pior, não vemos nenhuma clareza sobre a estratégia de Sartori para governar o Estado. O PT fará um balanço muito responsável sobre o período”, afirma Stela. Para a deputada, Sartori está queimando suas “gorduras” muito rápido. “Era para ele estar em lua de mel com os eleitores, mas está construindo um saldo negativo porque não se comunica com a população.”

O deputado Pedro Ruas (PSol) aprofunda as críticas. “Governar na forma de decretos, sem debater no parlamento, é um desrespeito com a sociedade. Projetos de lei seriam mais adequados. Em vez de propor cortes e mais cortes, porque este governo não ataca a sonegação fiscal para ampliar a receita, por exemplo?”, indaga.