Política

Oposição garante estar a um voto de processo de impeachment contra prefeito de Canela

Câmara de Vereadores debate o assunto no início da noite

A Câmara de Vereadores de Canela, na Serra gaúcha, decidirá na noite desta segunda-feira se abre processo de impeachment contra o prefeito Constantino Orsolin (PMDB). O presidente do Legislativo municipal, Ademar Santana (PSD), explicou que para o procedimento ser iniciado é necessária a adesão de seis dos nove vereadores. A oposição já soma cinco, garantiu. A sessão foi marcada para as 19h.

O vereador informou que termina hoje o prazo para a apresentação da defesa prévia do mandatário, denunciado por um cidadão de Canela por supostos atos contrários à legislação. Santana admitiu que a denúncia foi feita por um morador aliado porque, segundo o regimento, se um vereador da oposição fizer a denúncia, fica impedido de votar.

Conforme Santana, o vereador Alberi Dias (PPS), da base aliada que elegeu Orsolin, pode representar o voto que falta para o impeachment ter início. Se aprovado o processo, os vereadores da comissão processante terão 90 dias para definir entre arquivar o caso ou votar a cassação.

Na sessão ordinária do dia 7 de novembro, o empresário Velasques Orlandi pediu a abertura do processo de impeachment denunciando que Orsolin teria praticado crime de sonegação de informações, aprovado publicidade em desacordo com o permitido pela Constituição Federal e tentado impedir os trabalhos da CPI do Tornado, que investigou o suposto uso irregular de recursos obtidos pela Defesa Civil Municipal.

Votarão com a oposição, conforme o presidente da Câmara de Vereadores, Ademar Santana:
Ademar Santana - PSD
Élcio Luiz Angeli - PP
Feliciano Foss - PP
Fernando Rosa Vale - PP
Noeli Soares - PDT

Votarão com o prefeito, segundo Santana:
Ademar Savi - PMDB
Eno Weber - PMDB
Molina - PMDB

Voto que pode decidir pelo início do processo, na avaliação de Santana:
Alberi Dias – PPS

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