A oposição busca dados sobre o número de cargos em comissão e o de funções gratificadas (FGs) e, ainda, sobre casos de servidores que somam um CC a uma FG. "Se o governo criou mais de 400 CCs em projeto encaminhado em janeiro, como pode ter só 1.832", indaga o vice-líder da bancada do PP, deputado Frederico Antunes. O deputado Adilson Troca (PSDB) afirma que, no início do governo Yeda Crusius, foi feito um corte de CCs, mas admite que, apesar disso, o número continua expressivo.
Mesmo dentro do governo, há divergências em relação ao informado pela Casa Civil. Outros setores do Executivo informam que são 1.939 os CCs nomeados e pagos mensalmente. E admitem que há uma cota de cargos ainda não nomeados, e sobre os quais não existe um controle efetivo. Essa cota seria utilizada em caso de necessidade de negociações internas e com aliados, ou para engordar salários.
O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, reafirmou nessa quinta o número divulgado e negou que exista uma "caixa-preta". "Não existe nada disso. Não temos muito mais o que nomear porque a maior parte dos cargos já foi nomeada. Além disso, o problema não é o número de CCs e sim se as pessoas cumprem uma função. Na nossa avaliação, elas cumprem."