A primeira definição de consenso entre os oposicionistas é de que eles devem reforçar, junto ao Piratini, os pedidos de retirada do regime de urgência dos projetos. Fragilizada até o momento, a oposição ainda mantém a esperança de cooptar junto a alguns deputados governistas votos contrários às alterações nas Requisições de Pequeno Valor (RPVs) e à cobrança de alíquota previdenciária de 16,5% de parcela dos servidores.
Porém, diante da flagrante dificuldade em derrotar a maioria governista no Plenário, os oposicionistas pretendem ao menos unificar o discurso e buscar aproximação junto às entidades contrárias às propostas do Piratini para tentar desgastar a imagem pública de Tarso. "O único espaço que temos para mostrar as contradições e mentiras do PT é aqui na Assembleia. Temos que ocupar o nosso espaço, superar as diferenças e formar parcerias com os setores atingidos para que os nossos argumentos ecoem com mais força", afirmou o deputado Marco Alba (PMDB).
Na reunião, que contou com a presença das bancadas do PMDB, PP, PSDB, PPS e Dem, foi encaminhada a realização de sessão extraordinária na Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Edson Brum (PMDB), que deverá ocorrer no dia 28 de junho, quando os projetos passam a trancar a pauta da Assembleia. O intuito é anexar aos projetos das RPVs e da alíquota previdenciária de 16,5% o parecer de inconstitucionalidade da CCJ.