Campos e ressaltou que os sonhos do presidenciável morto em agosto passam a ser os seus sonhos. "Tenho a responsabilidade, no limite das minhas forças, de levar ao País o legado de Eduardo Campos", afirmou o novo aliado do PSB.
Em um breve discurso, Aécio disse que o gesto de apoio do PSB demonstra respeito pelos brasileiros e afirmou que sua
candidatura representa o sentimento defendido pelo PSB durante a campanha eleitoral. "Sou, a partir deste instante, o
candidato das mudanças verdadeiras", disse.
O tucano alfinetou o governo de sua adversária, Dilma Rousseff (PT), e disse que seu otimismo só não é maior do que a determinação de pôr fim ao ciclo do atual governo. Ao final, Aécio repetiu a última frase de Eduardo Campos na entrevista dada ao Jornal Nacional no dia 12 de agosto, um dia antes do acidente que o vitimou: "Não vamos desistir do Brasil".
Por 21 votos a favor, a Executiva Nacional do PSB decidiu formalizar o apoio a Aécio. Dos 29 membros que votaram na
reunião, sete optaram pela neutralidade e apenas um, o senador João Capiberibe (AP), defendeu o apoio a petista Dilma Rousseff.
O presidente da legenda, Roberto Amaral, destacou que a aliança é ressalvada pelas condições políticas de cada Estado e será baseada em conteúdo programático. O senador eleito pelo Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), passará a integrar a equipe do programa de governo de Aécio e terá como missão buscar a convergência entre as propostas encampadas pelo PSB na campanha do primeiro turno e o plano de governo do PSDB.