Política

Pacheco não garante abertura de CPIs e pede prudência a senadores

Presidente do Senado defende que órgãos de controle apurem denúncias contra o MEC e diz que CPI pode atrapalhar eleições

Presidente do Senado afirma que investigações devem ser feitas por órgãos adequados
Presidente do Senado afirma que investigações devem ser feitas por órgãos adequados Foto : Jefferson Rudy / Agência Senado / Divulgação CP

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu calma aos senadores que querem a instalação de CPIs para apurar supostas irregularidades no uso de recursos públicos do Ministério da Educação. Ele não garantiu que vai autorizar a criação dos colegiados. Nas últimas semanas, parlamentares que fazem oposição ao presidente Jair Bolsonaro começaram a coletar assinaturas para um requerimento que pede uma CPI para investigar a participação no MEC de dois pastores que não têm cargo público.

Como resposta a esse movimento, a base do governo no Senado protocolou nesta terça-feira pedido para que seja feita uma CPI para apurar irregularidades e crimes cometidos, de 2006 a 2018, na condução de obras custeadas com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) que estão inacabadas e supostas irregularidades no Fies (Programa de Financiamento Estudantil).

Na avaliação de Pacheco, cabe a órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União aprofundar as investigações acerca das denúncias. Segundo ele, o Senado tem de se concentrar em discutir projetos que interessem ao Brasil e evitar pautas que possam contaminar as eleições.

“Nós temos que ter muita prudência e muita cautela no momento em que os ânimos ficam mais acirrados com a proximidade das eleições. Temos que ter obrigação de manter o que é tradição no Senado, que é a moderação. É muito importante que haja cautela para que uma CPI, caso deva existir, tenha um propósito firme de apurar um fato ilícito e estabelecer responsabilidade dos seus atores. O propósito de uma CPI não pode ter viés eleitoral”, destacou.

“Próximo de uma eleição importante, que o debate eleitoral transcorra dentro de uma normalidade, no campo das ideias e das propostas, e que nós não utilizemos o parlamento, através de uma CPI, para enviesar a discussão política”, acrescentou o presidente do Senado.