A expectativa é de que a Associação dos Delegados de Polícia (Asdep) envie, nesta segunda-feira, para o Poder Executivo, uma carta comunicando a rejeição do rejuste parcelado de 10%.
Diante da previsão, Perusso mantém as afirmações de que, apesar das dificuldades de caixa, a Casa Civil vai manter diálogo com a categoria. A postura de cautela também é adotada pelo Chefe de Polícia. Ranolfo Vieira Junior evitou declarações, no fim de semana, com a mesma justificativa - desconhecer os encaminhamentos dos delegados.
A categoria quer que o governo ofereça, ao menos, uma perspecitiva de tempo para o cumprimento da equiparação salarial com os procuradores. A reivindicação chega a um reajuste superior a 100% tendo em vista que o salário de um procurador é de R$ 15 mil, pouco mais do dobro do de um delegado em início de carreira. Há flexibilidade para que a igualdade seja atingida de forma parcelada ao longo da gestão de Tarso Genro. Por enquanto, a estratégia da classe é exercer pressão sobre o governo, inclusive, com pedidos de demissão de cargos de chefia.
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