Política

Palácio Piratini desconhece retaliação dos delegados

Executivo deve receber nesta segunda comunicado de rejeição ao aumento de 10%

O Palácio Piratini ainda não tomou conhecimento do resultado da reunião dos delegados de polícia que apontou uma série de medidas de boicote para prejudicar a chamada "agenda positiva do governo" enquanto a proposta de reajuste para a categoria não seja melhorada. A afirmação é da secretária adjunta da Casa Civil. Mari Perusso alegou não poder se pronunciar diante das propostas de mobilização, já que, segundo ela, nada foi apresentado de forma oficial ao Estado.

A expectativa é de que a Associação dos Delegados de Polícia (Asdep) envie, nesta segunda-feira, para o Poder Executivo, uma carta comunicando a rejeição do rejuste parcelado de 10%.

Diante da previsão, Perusso mantém as afirmações de que, apesar das dificuldades de caixa, a Casa Civil vai manter diálogo com a categoria. A postura de cautela também é adotada pelo Chefe de Polícia. Ranolfo Vieira Junior evitou declarações, no fim de semana, com a mesma justificativa - desconhecer os encaminhamentos dos delegados.

A categoria quer que o governo ofereça, ao menos, uma perspecitiva de tempo para o cumprimento da equiparação salarial com os procuradores. A reivindicação chega a um reajuste superior a 100% tendo em vista que o salário de um procurador é de R$ 15 mil, pouco mais do dobro do de um delegado em início de carreira. Há flexibilidade para que a igualdade seja atingida de forma parcelada ao longo da gestão de Tarso Genro. Por enquanto, a estratégia da classe é exercer pressão sobre o governo, inclusive, com pedidos de demissão de cargos de chefia.

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