Na sexta-feira passada, dia 20, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu explicações formais ao ministro, movido por representações dos partidos de oposição – PSDB, PPS, DEM e PSOL – sobre o caso. Nas representações, a oposição cita reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que revela que o chefe da Casa Civil teve seu patrimônio aumentado em 20 vezes durante um período de quatro anos (2006 a 2010), quando ainda exercia o mandato de deputado federal.
Na quinta-feira, a revelação de que o Banco Santander contratou os serviços da Projeto, empresa de consultoria de Palocci, aumentou a pressão de parlamentares da oposição sobre o chefe da Casa Civil. O presidente do Dem, senador José Agripino (RN), afirmou que a resistência de Palocci em ir ao Congresso se explicar só aumenta as dúvidas quanto aos procedimentos que resultaram na multiplicação de seu patrimônio.
Aconselhada pelo ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff marcou para a próxima quarta-feira um almoço com os senadores do PMDB, na tentativa de evitar o esfacelamento de sua base no Congresso e a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Ela tem o desafio de agregar aos interesses do governo um grupo de senadores históricos e independentes do partido que ameaça assinar o requerimento de criação de uma CPI para investigar suspeitas de tráfico de influência contra Palocci. Faltam sete das 27 assinaturas necessárias para instalar a comissão.