"Tínhamos relação cordial quando eu era deputado federal e ele, senador. Minha surpresa foi o ataque contra mim. No inicio, não soube por que ele fez um pronunciamento na tribuna me atacando, de forma violenta, e depois pediu meu impeachment em novembro de 2011," declarou Agnelo. Ainda segundo o governador, o grupo de Cachoeira precisava do controle sobre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), mas, com o aperto da fiscalização por parte do governo, a Delta começou a ficar no prejuízo.
Agnelo Queiroz respondeu as dúvidas do relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), que indagou sobre o tipo de relação do ex-chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, com Cachoeira. O ministro defendeu seu subordinado que, segundo ele, nunca pediu ou tomou qualquer providência para beneficiar o grupo criminoso ou a empreiteira Delta. " Confio na palavra dele, mas, de qualquer forma, Cláudio Monteiro virá a esta CPI para prestar esclarecimentos", afirmou.
Agnelo autoriza quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico
Em depoimento na CPI do Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), autorizou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico. “Meu patrimônio hoje é bem modesto para um médico com mais de 30 anos de trabalho”, disse. “Quem não deve não teme”, completou.
A autorização foi concedida após o governador ter mencionado suspeitas de enriquecimento ilícito. Um dos principais questionamentos está relacionado à mansão que Agnelo e a esposa adquiriram em 2007. Ontem, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recusou-se a abrir seus sigilos.