Aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) acreditam que a nova fase da Operação Lava Jato pode ser a fagulha que faltava para reacender a discussão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ação foi deflagrada nesta segunda-feira e que teve como alvo o publicitário João Santana.
O episódio deverá ter impactos tanto no Congresso como na opinião pública, já que Santana foi o responsável por comandar as campanhas do PT desde 2006, incluindo a da reeleição de Dilma em 2014.
Por outro lado, os peemedebistas reconhecem que o pedido de prisão de Santana também é um elemento novo no processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pede cassação tanto do mandato de Dilma como de Temer. Esses mesmo aliados argumentam, porém, que ainda é cedo para fazer qualquer avaliação, mas dizem que o pedido de prisão de Santana aproxima Dilma do esquema de corrupção que desviou cifras bilionárias da Petrobras.
Apesar da opinião de aliados, o vice, por ora, deve se manter afastado da discussão sobre o impeachment. Temer não quer ser novamente acusado de "conspirar" pela saída de Dilma do cargo, como aconteceu no fim do ano passado.
No Palácio do Planalto, o discurso é que o pagamento feito ao marqueteiro na disputa presidencial de 2014 foi legal e que as investigações da PF tem como foco tanto Dilma quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para aliados de Temer, pedido de prisão pode reacender debate sobre impeachment
Nova fase da Operação Lava Jato teve como alvo publicitário João Santana