“É estranho que o ministro preste satisfações no Congresso da vida privada, pessoal e passada dele”, afirmou ela, após o anúncio da segunda ponte sobre o Guaíba, na tarde desta terça-feira, em Porto Alegre. “Se ele achar que deve ir, ele pode ir. Se ele achar que não deve ir, ele não vai”, acrescentou ela, que salientou: “Agora, sobre assuntos do governo é obrigado a ir”.
Pimentel é alvo de acusações de tráfico de influência nas atividades de consultoria exercidas por sua empresa, a P-21. O caso do ministro tem sido comparado ao de Antonio Palocci, que saiu da Casa Civil após informações sobre sua evolução patrimonial e suas atividades de consultor.
Presidente quer evitar conflitos na base em 2012
No final da entrevista coletiva no Cais, Dilma esquivou-se da pergunta sobre quem apoiaria nas eleições municipais do ano que vem. “Estou cada vez mais inclinada em não participar de eleições quando a minha base está envolvida”, respondeu. “Tenho que ter responsabilidade com o país. Posso até aqui dentro, mas não como presidenta.”
Em Porto Alegre, 11 partidos já manifestaram intenção de lançar candidatos. Entre eles, PDT, PC do B e PT, de José Fortunati, Manuela D'Ávila e Adão Villaverde, respectivamente.
Assista trecho da coletiva de Dilma