Política

Para governo, espionagem na Petrobras não muda quadro de cobrança aos EUA

Dilma já desconfiava de interesse norte-americano na área do pré-sal

No Palácio do Planalto, a informação é de que a reportagem veiculada pelo "Fantástico", segundo o qual a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos espionou a Petrobras, não muda o quadro em relação à cobrança que a presidente Dilma Rousseff fez ao presidente Barack Obama. Os dois conversaram sobre as denúncias de espionagem no Brasil pelos EUA na última semana, na Rússia.

De acordo com os esclarecimentos do Planalto, a presidente continua aguardando as explicações que o presidente norte-americano prometeu dar até quarta-feira. Nos bastidores do governo, comenta-se que a presidente Dilma já desconfiava de espionagem na área do pré-sal. Tanto é que no início da semana ela chegou a comentar com auxiliares que um dos alvos potenciais da espionagem era a reserva de petróleo do pré-sal.

NSA diz prevenir crimes financeiros

Na noite do domingo a agência enviou nova nota ao programa para esclarecer as acusações. Nela, a NSA afirmou que coleta informações econômicas para prevenir crimes financeiros que possam afetar os mercados internacionais. Além disso, repetiu que não usa as informações para beneficiar empresas dos Estados Unidos.

Na reportagem, a TV Globo afirmou que apresentação da própria NSA, usada em treinamento de novos agentes, mostra que a agência espiona redes privadas de computador, como a da Petrobras. A apresentação é um dos documentos vazados pelo ex-analista da NSA, Edward Snowden, atualmente exilado na Rússia.


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