“Como eu disse, foi precisamente isso (o cálculo pragmático). Na medida em que eu fizesse essa arguição, nós teríamos de imediato a suspensão do julgamento. Dessa suspensão, poderia decorrer até, como eu bem disse, a inviabilização de que esse julgamento acontecesse num horizonte de tempo razoável”, afirmou o procurador-geral, ao admitir logo em seguida que não fará qualquer pedido nesse sentido ao longo do julgamento da ação.
Ex-advogado do PT, amigo do ex-presidente Lula, ex-assessor da Casa Civil na gestão de José Dirceu, réu no mensalão, e namorado de uma advogada que defendeu réus do mesmo caso, Dias Toffoli já participou do julgamento na sessão desta quinta.
Toffoli votou favoravelmente ao julgamento de todos os 38 réus do caso pelo STF. O advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que representa o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, tentou sem sucesso manter no STF apenas a ação contra três deputados federais: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).
Para Gurgel. a defesa dos réus “se esforça para protelar o julgamento” com os questionamentos preliminares antes da decisão final. Por causa das questões de ordem dos advogados, foi adiada desta quinta para sexta a sustentação oral que Gurgel faria em plenário. Mas o chefe do MP disse que vai trabalhar para evitar ações que possam adiar o julgamento. “Tenho certeza que o presidente (Ayres Britto) e a Corte terão a firmeza para levar adiante o julgamento com o menor atraso possível”, destacou Gurgel.