"O tema dos salários está na pauta. Há intenção dos líderes de pautar o tema até o final do ano, mas não há ação mais concreta", afirmou Maia. Ele disse que a proposta é fazer o reajuste salarial dentro do orçamento da Casa. Para isso, uma das sugestões é reduzir a verba de gabinete de R$ 60 mil por mês, valor que cada deputado tem para pagar funcionários contratados sem concurso público. Para evitar críticas e desgaste político, outra alternativa em estudo pelos deputados é o corte de parte dos benefícios, como as verbas usadas com passagens aéreas e com telefone.
Junto com o salário dos parlamentares, a ideia é também elevar o salário dos ministros de Estado e do presidente da República, atualmente de R$ 11.420,21 brutos, o menor salário entre os chefes dos três Poderes. Os deputados e os senadores recebem R$ 16.512 mil, mas são 15 salários por ano. Os ministros recebem R$ 10,4 mil por mês.
Em 2007, os parlamentares reajustaram seus salários em 28,5%, que repunha a inflação acumulada de quatro anos. Foi também o último aumento concedido ao presidente e aos ministros de Estado. O reajuste salarial foi discutido em almoço do presidente da Câmara e vice-presidente da República eleito, Michel Temer (PMDB-SP), com os integrantes da Mesa Diretora, depois da manifestação dos líderes partidários a favor do aumento, ontem, em reunião para tratar da pauta de votação da Câmara