Política

Parlamentares questionam depoimento de arquiteto na CPI do Cachoeira

Integrantes pedem a presença do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish

Diversos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que apura as relações do contraventor goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados, questionaram a convocação do arquiteto Alexandre Milhomen, responsável pela decoração do interior da casa do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Os parlamentares afirmaram que não havia motivo para o testemunho do arquiteto.

Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), quem deveria estar sendo ouvido é o ex-presidente da empreiteira Delta, Fernando Cavendish – cuja convocação foi adiada pelo colegiado.

Para o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a vinda do arquiteto é “descabida e despropositada”. Ele observou que o requerimento de convocação foi assinado pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que nem sequer esteve presente na reunião. O relator explicou que Dr. Rosinha é vice-presidente da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e está participando de reuniões relacionadas à crise no Paraguai.

A reunião desta terça-feira foi convocada para ouvir três depoimentos relacionados à venda da casa do governador, que foi paga com cheques de uma empresa ligada a Cachoeira. Os dois primeiros depoentes se recusaram a depor.

Relator defende depoimento do arquiteto e diz que não recua na investigação

Ao defender a necessidade do depoimento de Alexandre Milhomen, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que há uma incoerência entre as datas apontadas pelo arquiteto e as apuradas pela comissão, que são importantes na apuração da venda da casa pelo governador Marconi Perillo.  Diante das críticas, Cunha afirmou que não vai recuar “na investigação dessa organização criminosa que está infiltrada no governo de Goiás, comandado pelo PSDB”.

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