Política

Partido de Bolsonaro quer criar observatório de oposição a Lula

De acordo com fontes, a estrutura, que vai funcionar como um órgão dentro da legenda, ainda não tem coordenação

Bolsonaro esteve na região de São Sebastião, no Distrito Federal, neste sábado (26)
Bolsonaro esteve na região de São Sebastião, no Distrito Federal, neste sábado (26) Foto : Alan Santos / PR / CP

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende criar em março deste ano o Observatório da Oposição. A ideia é usar a estrutura interna do partido para fiscalizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com fontes ouvidas pelo R7, a estrutura, que vai funcionar como um órgão dentro da legenda, ainda não tem coordenação. A sigla busca nomes para chefiar o observatório, que também vai fornecer informações aos parlamentares de partidos aliados ao PL.

O lançamento do observatório coincide com o eventual retorno de Bolsonaro ao Brasil. O ex-presidente, que está fora do país desde o fim de 2022, quando viajou para os Estados Unidos um dia antes de terminar o mandato, afirmou nesta terça-feira (14) ao Wall Street Journal que deve voltar ao país em março.

Nos EUA, a família ficou hospedada em uma casa de férias que pertence ao ex-lutador de MMA José Aldo. Durante a estadia em Orlando, Bolsonaro foi internado em um hospital após ter se queixado de "fortes dores abdominais". O transporte ocorreu em um veículo à disposição da família e foi acompanhado por assessores que estão alocados para auxiliar o ex-presidente. Na unidade de saúde, ele passou por exames e depois recebeu alta médica.

Em entrevista ao jornal norte-americano, o ex-presidente afirmou ainda que o movimento de direita no Brasil está vivo e precisa continuar. De acordo com Bolsonaro, ele é o único político capaz de assumir o posto de líder nacional da direita e fazer frente a Lula.

Ao veículo, o ex-presidente destacou que a derrota nas urnas em 2022 faz parte do processo eleitoral e disse não ser possível afirmar que houve fraude, mas argumentou que as eleições do ano passado foram enviesadas.