Partido de Moro, bancada do União Brasil indica Luciano Bivar para candidato à Presidência

Partido de Moro, bancada do União Brasil indica Luciano Bivar para candidato à Presidência

"É o nome que nos une", disse deputado Elmar Nascimento (BA); Ex-juiz fica de lado e pode concorrer ao Congresso

R7

Lideranças do União Brasil tentam convencer Sergio Moro a ser candidato a deputado federal

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A bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados indicou Luciano Bivar para ser pré-candidato à presidência da República pelo partido. O líder do União Brasil na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA), fez o anúncio nesta terça-feira. 

Em pronunciamento, Nascimento ressaltou que na próxima quinta-feira, às 10h, haverá uma reunião da Executiva para deliberar e oficializar o anúncio. "É um nome que nos une [de Bivar], e que entendemos que tem todas as qualificações para liderar, não só o nosso partido, mas todo do centro democrático."

Elmar tinha defendido, recentemente, ao JR Entrevista, a candidatura de Luciano Bivar para a Presidência em vez da do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.

Sergio Moro

Lideranças do União Brasil tentam convencer Sergio Moro a ser candidato a deputado federal. Reservadamente, fontes do partido falam que esse é o único espaço possível para o recém-filiado. Paranaenses, Moro e a esposa, a advogada Rosângela, mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo. A ideia do casal era que ela disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados, e ele, a Presidência pelo novo partido. O problema é que uma ala do União Brasil quer Moro disputando as eleições proporcionais.

Como era esperado, o União Brasil, fruto da fusão do DEM com o PSL, encolheu na janela partidária na Câmara dos Deputados, e Moro pode ser um puxador de votos, promovendo o aumento da bancada para 2023. A fatia de recursos do fundo partidário é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara.

Uma eventual disputa à Presidência enfrenta a resistência de governadores que buscam a reeleição e preferem ter a imagem associada a outros candidatos, mesmo sem apoio formal. É o caso de Ronaldo Caiado, em Goiás, alinhado a Bolsonaro, e ACM Neto, na Bahia, alinhado a Lula. Para esses e outros pré-candidatos, subir no palanque de Moro traria mais pontos negativos do que positivos.

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