Policial rodoviário federal, Evandro Augusto tem 44 anos e é o pré-candidato ao governo do Estado pelo Missão, partido recém-criado oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL).
Carregando a bandeira da segurança pública, sua área de atuação, Evandro se apresenta como um nome da direita que pertence a uma "dissidência do bolsonarismo". Novo no ofício político, o policial tem percorrido o Rio Grande do Sul para denunciar supostos casos de corrupção e apresentar seu nome à população.
Sem recursos, visto que, por ser uma legenda recém-fundada, o Missão ainda não tem direito a verbas dos fundos eleitoral e partidário, Evandro confia nas redes sociais como o seu principal meio de campanha. Apesar disso, o partido deverá lançar em abril o Livro Amarelo, no qual estarão concentradas as propostas da sigla; os valores decorrentes da venda serão destinados a custear as candidaturas pelo Brasil.
No Rio Grande do Sul, o Missão irá lançar candidatos a deputado estadual e federal e estuda uma candidatura ao Senado. Evandro afirma que o grupo já foi procurado por outras legendas em busca de alianças, mas a tendência é que a sigla concorra em uma “chapa pura”.
- Grupo de peso do PP reage e coloca em xeque decisão de Covatti de convocar diretório
- Eduardo Leite: presença de Flávio fortalece chance de candidatura do PSD à Presidência
- Podemos quer Sérgio Zambiasi na disputa à Assembleia do RS
Para o Estado, o pré-candidato propõe um severo ajuste fiscal e um aumento na produtividade. “A gente vai ter que aumentar o superávit primário, cortar gastos, fazer lição de casa. Vai ter que ter um remédio muito amargo, atacando privilégios, coisas que eu vejo que os outros candidatos não têm disposição de fazer”, afirmou.
Outro ponto que defende é o combate às facções criminosas que, segundo ele, estão enrustidas em solo gaúcho e não estão sendo enfrentadas como deveria. “O (governador Eduardo) Leite fala muito sobre segurança pública, os números estão muito bons. Só que ele não fala que o crime organizado está dentro das instituições”, disse, defendendo que a principal métrica a ser empregada, em vez do número de homicídios, seja a sensação de segurança.
O Missão também conta com um pré-candidato à presidência da República, Renan Santos, e ensaia candidaturas ao governo em diferentes estados. Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro estão confirmados.