Ainda sem ser homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Missão, futuro novo partido político do Brasil, pretende participar das eleições de 2026 no Rio Grande do Sul. A legenda proposta, derivada do Movimento Brasil Livre (MBL), conseguiu as assinaturas necessárias para sua criação e pretende ter candidaturas próprias ao governo do Estado e nominatas para deputados estaduais e federais.
“Diante do cenário eleitoral, entremos que o governo do Estado está com uma cadeira vazia. Não temos um governador, temos um pré-candidato à presidência da República. É natural que a Missão apresentar um nome próprio que tenha compromisso, ânsia e desejo de governar nosso Estado. E pretendemos ter legenda tanto para deputados estaduais quanto para federais”, afirmou Sérgio Renato da Silva Júnior, principal representante do partido no Estado, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.
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A Missão surge do MBL para ser uma nova agremiação de direita no país. Após receber a homologação pelo TSE, será a 30ª legenda registrada no sistema político brasileiro. De acordo com Sérgio Renato da Silva Júnior, conhecido como Jota, sua fundação surge justamente por conta do cenário de pulverização partidária no Brasil.
“Não existem partidos hoje no Brasil. Não temos 29 partidos pois não há 29 ideologia. Nós temos 29 legendas. Elas funcionam muito mais como cartórios do que como partidos. Desafio as pessoas que não se sentem representadas pelo surgimento de mais um partido a me dizerem qual é o grande diferencial dos principais partidos hoje do Brasil”, criticou.
“Qual a diferença da postura ideológica de um PSD para um PL? De um PL para um União Brasil? De um União Brasil para um PP? De um PP para um Republicanos? Não oferecem ao eleitor uma cartilha de pautas, de princípios, de valores, de programas, de políticas públicas. No nosso sistema partidário, é fundamental vque tenhamos um partido verdadeiramente de direita para oxigenar o cenário político do Brasil”, disse ainda à Rádio Guaíba.
Os principais nomes da futura agremiação a nível nacional são o deputado federal Kim Kataguiri, eleito pelo PL, e o deputado estadual paulista Guto Zacarias, eleito pelo União Brasil. Ambos fazem parte do MBL. Os agentes dependem dos trâmites no TSE para efetivamente começar a atuarem efetivamente como um partido.
“É praticamente impossível se criar um novo partido. Tanto que a Aliança Pelo Brasil, partido proposto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, não conseguiu sequer metade das nossas assinaturas. Foram 547.043 assinaturas. Conseguimos com a representação mínima em todos os estados do Brasil. Agora é aguardar o TSE dar continuidade ao processo. Certamente teremos um partido até o ano que vem com candidaturas”, disse Jota.
Segundo ele, a missão do Missão é “ter um comprometimento com uma suplantação daquilo que as gerações passadas foram falhas”. “Não foi nos entregue um Brasil que há muito tempo sonhamos, que não discute a necessidade de reformas urgentes. Não é natural que tenhamos 100 milhões de pessoas sem saneamento básico. Não é natural que estejamos discutindo comunismo, capitalismo, perfumarias, enquanto há um sistema educacional que não dá prioridade para a educação básica. A partir do momento que vemos que as gerações passadas falharam em oxigenar o sistema político, é necessário que haja uma nova iniciativa partidária”, afirmou o integrante do MBL.