A articulação política do governo Nelson Marchezan Júnior na Câmara de Porto Alegre não será uma tarefa das mais fáceis, considerando os últimos movimentos na Casa. Na segunda-feira, foram anunciadas e oficializadas na sessão plenária as formações de dois blocos de partidos independentes.
Um dos grupos é integrado por Dem, PSB, PRB, PSD e Rede Sustentabilidade, somando oito vereadores. O segundo, é formado pelo PMDB, PDT, PR e Pros, atingindo dez vereadores. A oposição conta com sete vereadores e a base aliada do tucano com 11 vereadores. Na prática, os blocos dos independentes serão decisivos para a aprovação de projetos e propostas da gestão Marchezan, que tem priorizado perfis técnicos e sem vinculações políticas para cargos estratégicos.
O primeiro recado do grupo foi dado na segunda-feira, com a aprovação, em plenário, por 21 votos a 10, de requerimento apresentado pela vereadora Fernanda Melchiona, do PSol. O texto determina a convocação do atual secretário da Fazenda, Leonardo Busatto, e o convite (já que ele não está mais no exercício do cargo), ao antecessor no cargo, Eroni Numer, para prestarem esclarecimentos em plenário.
Segundo Melchiona, a iniciativa visa verificar a real situação das finanças de Porto Alegre devido à “guerra de informações distintas” entre as gestões de Marchezan e de José Fortunati.
Em março
A sessão plenária com as presenças do atual e do ex-secretários da Fazenda deve ser marcada para março. A intenção é aguardar a apresentação, pelo governo, no dia 21 deste mês, do balanço quadrimestral das contas em audiência pública da Comissão de Economia.
Partidos independentes devem dificultar articulação de Marchezan na Câmara
Casa aprovou texto que convoca o atual secretário da Fazenda para prestar esclarecimentos das finanças de Porto Alegre