Hoje, o PMDB conta com 11 secretarias, o PTB com sete e o PDT, se considerados os gabinetes do prefeito e de assuntos especiais, soma 11 pastas. Ou seja, se Fortunati cumprir à risca o compromisso de contemplar com equidade o tripé de apoio de sua candidatura, o PDT e o PMDB, que detém mais espaços, poderão perder secretarias. E se isso acontecer, a aposta de uma liderança do PMDB é que quem cresce neste cenário é o PP, cujo conceito melhorou bastante entre a cúpula governista depois que os progressistas rejeitaram a aliança com a comunista Manuela D'Ávila, em prévia ocorrida no mês de junho, no plenário da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre.
A dúvida é com relação ao critério dessa equivalência, ou seja, se será meramente quantitativo ou se levará em conta a previsão orçamentária de cada Pasta. A resposta está na cabeça de Fortunati e deve ser tornada pública só na próxima segunda-feira, dia 22, quando ele se reúne com os dirigentes dos partidos de sua coligação para ter a primeira discussão coletiva sobre o tema. O certo, até o momento, é que os atuais nomes permanecem nos cargos, pelo menos até o dia 31 de dezembro.
O PTB, segundo o presidente municipal, ainda não discutiu o assunto Secretariado internamente. Para ele, ninguém está vetado nem indicado. "Tudo será levado em conta. Não há exclusão nem inclusão a priori", declarou.
Conforme Guimarães, depois de ouvir Fortunati, o partido irá se reunir para discutir o que for colocado por ele. "Será apenas a primeira reunião. Então, é natural que discutamos para avaliar. A decisão é sempre coletiva", frisou.