A proposta, protocolada no início deste mês, prevê passe livre em ônibus para estudantes em 63 municípios do Estado, beneficiando cerca de 200 mil pessoas e com custo estimado em R$ 10 milhões. A ideia, no entanto, acabou gerando descontentamento na base aliada, por sua limitação a poucos municípios, o que culminou na retirada do regime de urgência na tramitação no parlamento estadual.
Para ampliar o projeto, Pestana admitiu mexer em assunto polêmico: pagamento de taxas. 'Estudaremos as propostas vindas do movimento (Bloco de Lutas Pelo Transporte Público) para reunir recursos para a sua ampliação. Há possibilidade de aumentos de taxas ou financiamentos privados para subsidiar o transporte coletivo', revelou. A manifestação ocorreu durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, que debateu a questão do passe livre estudantil com conselheiros e representantes de entidades da sociedade civil. A ideia tem o apoio do representante do DCE da Ufrgs no Conselho, Luciano Barcellos. 'As alternativas para financiar o projeto devem incluir aumento de tributos sobre estacionamentos rotativos, empresas de ônibus e terrenos ociosos', disse.
No encontro de ontem ficou firmado o compromisso de que conselheiros e estudantes encaminharão, até a próxima sexta-feira, uma decisão sobre se apoiarão o projeto em tramitação no Legislativo no formato atual, para posteriores acréscimos, ou se já serão acrescentadas tais sugestões antes do projeto ir à votação, em agosto.
Para o secretário-executivo do CDES, Marcelo Danéris, uma alternativa seria a aprovação da atual proposta tão logo seja possível com compromisso de seguir com uma nova proposta que contemple as demais regiões do Estado não atendidas pelo projeto original. Segundo Danéris, o governo do Estado deve estudar todas as alternativas apresentadas por conselheiros e manifestantes. Também foi citado o possível uso do cadastro de programas como Prouni para, em um primeiro momento, garantir o benefício para bolsistas.