Política

PDT gaúcho avalia hoje oferta de cargos no governo estadual

Para secretário Afonso Motta, partido está fragilizado para concorrer sozinho ao Piratini

A executiva estadual do PDT se reúne na tarde desta segunda-feira para definir o futuro do partido nas eleições de 2014, discussão que foi adiantada após a oferta do governador Tarso Genro para que os trabalhistas assumam os cargos deixados pelo PSB no Estado. A reunião, marcada para as 17h, vai colocar frente a frente os quadros que desejam uma candidatura própria ao Palácio Piratini e os que defendem um projeto autônomo somente para 2018.

Minoria no partido neste momento, o secretário estadual do Gabinete dos Prefeitos, Afonso Motta, defende a aceitação de cargos e a permanência da sigla junto do PT. Para Motta, é importante considerar que o partido está fragilizado após as denúncias de desvio de verbas do Pro-Jovem no Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, Mota considera que a saída de diversos políticos, especialmente para o recém-criado Partido Solidaridade, reduz o tempo de rádio e TV da sigla.

"O PDT está perdendo deputados federais e pode perder ainda mais, e isso vai diminuindo nosso tempo de televisão e rádio. E nós também estamos participando de um debate nacional onde há um sério questionamento daquilo que é o maior patrimônio do PDT, que é nossa conduta ética, que está sendo questionada, e nós não podemos desconhecer que há um constrangimento", declarou Motta, que na Executiva pedetista ocupa o cargo de segundo vice-presidente.

Após a saída do PSB do governo estadual, a Secretaria de Infraestrutura foi oferecida ao PDT, que até o momento declinou da oferta. Tarso Genro inclusive sugeriu o nome de Airton Dipp, ex-prefeito de Passo Fundo, para a chamada "Supersecretaria" de Infraestrutura, entretanto os trabalhistas já avisaram que caso aceitem a proposta, definirão eles mesmos o nome que comandará a pasta.

Bookmark and Share