Em reunião ampliada da executiva estadual, o PDT aprovou nesta segunda-feira a sinalização do Rio Grande do Sul pela saída da legenda da base aliada do governo Dilma Rousseff. A decisão será levada para reunião do Diretório Nacional marcada para o dia 15, no Rio de Janeiro. O posicionamento foi provocado pelo senador Lasier Martins, para quem o partido deve manter independência.
O assunto foi debatido pelo presidente do PDT, deputado Pompeo de Mattos, os deputados Afonso Motta e Giovani Cherini, o senador Lasier Martins, os secretários Vieira da Cunha, da Educação, e Gerson Burmann, de Obras, Saneamento e Habitação, juntamente com membros da executiva, presidentes municipais e órgãos de ponta.
Lasier defende a independência pelo entendimento de que é a autonomia que fortalece o partido. Para o senador, atrelado “a um partido que está agonizando” (PT), o PDT perde a altivez. No debate sobre a posição do partido sobre o projeto 4330, sobre as terceirizações, Lasier antecipou voto contrário por entender que não eleva o nível de emprego, além de fragilizar os empregados e estimular a contratação de mão de obra barata.
A Executiva também debateu a posição do partido contra a redução da maioridade penal. Através de comissão especial da Câmara dos Deputados, o PDT vai retomar a discussão que propõe aumentar de três para seis anos a reclusão de menor infrator, através de mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente.
PDT gaúcho defende saída da legenda da base do governo Dilma
Posicionamento foi colocado em debate pelo senador Lasier Martins