O PDT oficializou nesta quinta-feira em evento em Brasília, a pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao Palácio do Planalto. O presidente da legenda, Carlos Lupi, disse que a candidatura é "irreversível" e que gostaria de ter o PT na mesma chapa.
Ciro é considerado um dos candidatos a herdar o eleitorado petista caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de entrar na disputa. Segundo a mais recente pesquisa Ibope, com o petista fora, Ciro sairia de 6% para 13% nas intenções de voto no primeiro turno. O político admitiu que o ex-prefeito Fernando Haddad é quadro respeitável e seria um vice dos sonhos, mas lembrou que ele é do PT e que seria desrespeitoso querê-lo como vice se o seu partido terá candidato próprio.
Não por acaso, Ciro escolheu o Dia Internacional da Mulher para lançar sua pré-candidatura. Em 2002, durante a campanha presidencial, ele foi acusado de machismo ao dizer que a importância na campanha de sua mulher na época, a atriz Patrícia Pillar, estava no fato de "dormir" com ele. "Talvez possa ter sido o maior erro que cometi na vida. Fiz uma piada de mau gosto com o amor da minha vida."
Maia
Também ontem, o DEM lançou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), como pré-candidato. O parlamentar minimizou seu baixo desempenho nas pesquisas e disse ter certeza de que estará no segundo turno da disputa pelo Planalto. "Vou construir alianças para ser, também, candidato de muitos dos partidos aliados. Quero ser o candidato dos que compreendem a necessidade da renovação política", afirmou Maia.
PDT oficializa Ciro como pré-candidato ao Planalto
Político deve herdar eleitorado petista caso Lula seja impedido de entrar na disputa