O PDT de Porto Alegre deve realizar convenções municipais em maio. O partido atua com uma comissão provisória na capital gaúcha desde 2020 pretende constituir diretório e executiva. Internamente, é dado como bem encaminhado um acordo para eleger o vereador Márcio Bins Ely para o posto.
A ideia é reunir integrantes da sigla na primeira quinzena de maio. Uma data definitiva está sendo articulada junto ao presidente nacional pedetista, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, para que ele possa comparecer ao encontro.
“A eleição de diretório e executiva municipal se faz necessária pois estamos em uma comissão provisória. Vamos constituir um diretório municipal, pois a ideia do metropolitano perdeu a razão de ser visto que o PDT tem organização em todos os municípios da região”, relata o presidente metropolitano da comissão provisória, José Vecchio Filho.
Único a garantir mandato para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre nas eleições de 2024, Bins Ely vem atuando desde o pleito para ser o presidente do PDT na cidade. O movimento, de largada, encontrou resistências. Principalmente após a declaração publicada pelo Correio do Povo em que afirmou que, se fosse eleito dirigente municipal, o partido entraria na base do governo Sebastião Melo (MDB) “no dia seguinte”.
Em nome da unidade partidária, o vereador abandonou a ideia, ao menos por ora. “Em um primeiro momento, meu indicativo era favorável para participarmos do governo (Melo), mas era outra conjuntura. A partir desse arredondamento junto ao grupo da Juliana (Brizola), passa a haver uma nova discussão, que é (o partido) trabalhar unido e focado em 2026. Esse indicativo favorável é a pesquisa, botando a Juliana em primeiro (lugar). Nosso foco passa a ser 2026. A questão do governo (Melo) já está superada”, afirmou.
O bom desempenho da neta de Brizola em pesquisas recentes esquentou os bastidores do PDT gaúcho. O Instituto Paraná Pesquisas divulgou em 19 de março uma pesquisa estimulada que aponta Juliana com 21,2% das intenções de voto, atrás apenas do deputado federal e líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL), que pontuou 27,4%.
Os bons resultados podem mudar as perspectivas pedetista, que, até o início do ano, eram de focar na montagem de nominatas proporcionais para eleger numerosas bancadas de deputados estaduais e federais. Após a pesquisa, e em virtude do grau de conhecimento de Juliana junto ao eleitorado após concorrer à prefeitura da capital em 2024, a neta de Brizola volta a ser vista como um importante ativo para negociar com demais legendas ou até de liderar um projeto estadual. Em 2026, além das vagas de governador e vice, há duas cadeiras para o Senado em disputa.
“A ideia lá atrás era de reforçar as nominatas (proporcionais), mas a pesquisa faz o partido repensar. Foi um fato positivo, e a ideia de focar na proporcional acaba balançando”, relata Vecchio, presidente da comissão provisória.
O deputado federal e vice-presidente estadual do partido, Pompeo de Mattos, corrobora: “É verdade que tem uma repercussão da última eleição, mas por outro lado, mostra que a Juliana está forte, tem um nome mais consolidado e que o partido pode ser protagonista.”