Os secretários da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB), e da Casa Civil, Márcio Biolchi (PMDB), que se elegeram deputados federais em 2014, mas não assumiram suas cadeiras no parlamento em função dos convites para integrar o governo gaúcho, receberam em agosto integralmente seus subsídios pela Câmara dos Deputados. O equivalente, em valores brutos, a R$ 33.763,00 cada. O titular da Educação, Vieira da Cunha (PDT), que é procurador de Justiça do Ministério Público do RS, recebeu subsídio de R$ 37.901,40 brutos pelo MP. Em situação idêntica está o titular da pasta da Justiça, César Faccioli, que também é procurador de Justiça do MP, com vencimentos de R$ 37.462,65 brutos em agosto.
Os dois secretários integrantes do MP recebem gratificações mensais de R$ 11.395,01 brutos do Executivo para exercerem as titularidades das pastas, estas sim atingidas pelo parcelamento de agosto, conforme informações da Secretaria da Fazenda. A consulta nominal direta na página da Transparência do governo do Estado permanecia desatualizada até a tarde desta quarta-feira, sendo os dados de junho os últimos disponíveis.
Outros seis integrantes do primeiro escalão não têm os salários parcelados por serem deputados estaduais eleitos e receberem seus subsídios pela Assembleia Legislativa. Enquadram-se nesta situação os secretários da Agricultura, Ernani Polo (PP); do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco (PMDB); de Minas e Energia, Lucas Redecker (PSDB); de Obras, Gerson Burmann (PDT); do Trabalho, Miki Breier (PSB); e dos Transportes, Pedro Westphalen (PP). Como deputados estaduais, seus subsídios brutos são de R$ 25.322,25 ao mês. Os vencimentos dos parlamentares podem ser consultados na página da Transparência da Assembleia, que possui dados atualizados até julho.