A pesquisa Atlas/Bloomberg , divulgada nesta quarta-feira, mostra diferentes cenários para o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil este ano.
A pesquisa foi respondida pela internet por 4.986 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 24 de fevereiro. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pela Atlas. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07600/2026. A pesquisa foi contratada e paga, por meio de recursos próprios, pela AtlasIntel.
A pesquisa Atlas/Bloomberg aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria 46,3% contra 46,2% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A diferença está dentro da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos.
Já em confronto com Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de São Paulo teria 47,1% e o atual presidente 45,9%, diferença que também significa empate técnico.
Lula ganha de todos os outros nomes testados em cenários de segundo turno, com exceção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem aparece em empate técnico. Bolsonaro está preso e inelegível e não será candidato.
O atual presidente lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, seguido por Flávio ou Tarcísio, que já declarou apoio ao filho do ex-presidente.
Há um outro cenário em que Lula é substituído por Fernando Haddad (PT). Com 39,1%, o ministro da Fazenda empata no limite da margem de erro com Flávio, que tem 37,1%.
Também foi questionado aos entrevistados qual dos possíveis resultados da eleição causa mais medo: 47,5% responderam que a reeleição de Lula, 44,9% disseram que é a eleição de Flávio Bolsonaro e 7,1% declararam que ambas as hipóteses os preocupam igualmente.
De acordo com a pesquisa, Lula, com 48,2%, tem a maior rejeição entre as lideranças políticas. Ele é seguido por Flávio (46,4%), Jair Bolsonaro (44,2%), o fundador do MBL, Renan Santos (43,9%), o deputado federal Nikolas Ferreira (42,2%) e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (40,8%). Os demais estão abaixo do patamar de 40%.