Política

Petista sugere fim de reunião por "discursos repetitivos", oposição contesta

Presidente da Comissão Especial do Impeachment pondera sessão seguir até as 6h

Para o petista gaúcho, os discursos tornaram-se “repetitivos” e, por isso, não haveria mais razão para seguir com a reunião
Para o petista gaúcho, os discursos tornaram-se “repetitivos” e, por isso, não haveria mais razão para seguir com a reunião Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
Com mais de oito horas de reunião para debate do relatório final da Comissão Especial do Impeachment, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sugeriu ao presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PDS-DF), que encerrasse a sessão. Em maior número na reunião e na lista de inscritos, deputados favoráveis ao impeachment rechaçaram a sugestão. Até o momento, 33 dos 116 inscritos falaram.

Para o petista gaúcho, os discursos tornaram-se “repetitivos” e, por isso, não haveria mais razão para seguir com a reunião. À tarde, os líderes partidários firmaram acordo para que a sessão se prolongasse até as 3h deste sábado.

Em resposta a Paulo Pimenta, Rosso disse que a comissão poderia ampliar o tempo inicial “até cinco ou seis da manhã” devido ao grande número de deputados que ainda aguardam o momento para falar. Para isso, seria necessário aprovar requerimento.

“Só falta agora eles quererem dar pedaladas aqui”, ironizou o Caio Nárcio (PSDB-MG). Um dos pontos da denúncia analisada pela comissão são as chamadas pedaladas fiscais, apelido dado ao atraso da União no repasse de pagamentos a bancos públicos. Desde o início da reunião, cerca de dez manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma acompanham o debate do lado de fora da sala.