A presidente da Petrobras, Graça Foster, anunciou nesta segunda a criação da Diretoria de Governança, como parte das medidas para melhorar a gestão da companhia. O órgão é uma das 66 medidas listadas pela estatal, que tem dois ex-diretores entre os investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por diversos crimes financeiros. Foster acrescentou que teve o apoio unânime do Conselho de Administração (Consad), da estatal. Na avaliação de Graça, essa é a mais importante das 66 medidas de adotadas.
A presidente da Petrobras disse que estuda medidas jurídicas para o ressarcimento de “recursos desviados, eventuais sobrepreços e para o ressarcimento dos danos à imagem da companhia”. Segundo as investigações da Polícia Federal, recursos a título de propina foram pagos a diretores e políticos por empreiteiras, em troca de contratos com a petrolífera.
“Onde houver prejuízo vamos buscar (ressarcimento desses prejuizos), para que haja reforço no caixa da companhia”, frisou a executiva. “Temos sido bastante cobrados, para buscar receber de volta aquilo que pagamos além do normal, do previsto e do razoável”, frisou Graça Foster.
Por causa das denúncias, a estatal não pode divulgar o balanço contábil, previsto para a última sexta. Nesta segunda-feira, a empresa revelou os dados de produção.
Auditorias externas foram contratadas para investigar o impacto de eventuais ilícitos citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento na Justiça. A companhia informou que vai requerer o acesso às declarações.
A companhia informou que contratou, por um ano, dois escritórios de advocacia independentes especializados em investigações: o TRW (Trench, Rossi e Watanabe Advogados), por R$ 6 milhões; e o Gibson, Dunn & Crutcher LLP, por U$ 5 milhões.
Petrobras cria Diretoria de Governança
Órgão é uma das medidas listadas pela estatal após Operação Lava Jato