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De acordo com a reportagem, não é possível saber a extensão do monitoramento, nem se conteúdos da estatal foram acessados. Na semana passada, o mesmo programa denunciou que os norte-americanos monitoraram conversas da presidente Dilma Rousseff com assessores diretos. O governo brasileiro cobrou explicações formais e por escrito dos Estados Unidos.
No último dia 3, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, comentou que as respostas apresentadas pelos norte-americanos, até aquele momento, revelaram-se falsas. “Isso é espionagem de caráter comercial, industrial, é interesse [dos EUA] em saber questões sobre o pré-sal e outras de peso econômico e comercial. Portanto, é mais grave do que parecia à primeira vista”, relatou na ocasião.
Em São Petersburgo, na Rússia, Dilma informou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a assumir a responsabilidade direta pela investigação das denúncias de espionagem a dados pessoais dela, de assessores e de cidadãos do Brasil. Os dois tiveram um encontro, paralelo às atividades da 8ª Cúpula do G20. Obamasinalizou rever os procedimentos adotados pela NSA.