A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta terça-feira mandados de busca nos gabinetes do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), de Pernambuco, e do senador Ciro Nogueira (PP). A operação, que seria um desdobramento da Lava Jato, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o objetivo da investigação é apurar suposta obstrução da Justiça praticada por integrantes do Partido Progressista (PP), que são suspeitos de tentar comprar o silêncio de um ex-assessor que está contribuindo para as investigações da investigações Lava-Jato. O funcionário também teria sido ameaçado a modificar o teor do depoimento na Operação desta terça-feira.
O terceiro andar do anexo 1 do Senado e parte do sexto andar do anexo 4 da Câmara foram isolados pelos policiais. Eles também fazem busca na casa do senador.
O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse à reportagem da Agência Brasil que ainda está tentando mais informações sobre a investigação e que, no mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, consta o termo "embaraço" à Justiça. O advogado informou que o senador está fora do Brasil.
Propina direta e indireta
As acusações motivadoras da Ação são de associação criminosa (artigo 2.º da Lei 12.850/2013) que teriam gerado delitos contra a Câmara dos Deputados, entre outros órgãos para arrecadação de propina direta ou indireta.
Até esta terça-feira, não haviam confirmações sobre obstrução da investigação. A Polícia Federal apura desde a última semana um repasse de R$ 1,6 milhão aos deputados federais. Estão envolvidos na operação os nomes de Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira, Benedito de Lira, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria e Nelson Meurer. A PF comunicou aos presidentes da Câmara e do Senado para entrar nas Casas. Também é cumprido um mandado de prisão contra um ex-deputado, Márcio Junqueira.
PF cumpre mandados em gabinetes de deputado e senador em Brasília
Operação contra Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira foi autorizada pelo ministro Edson Fachin