A Polícia Federal indiciou na sexta-feira o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo crime de evasão de divisas. Ano passado, ele já havia sido indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O novo indiciamento se deve à descoberta de que Fernando Sarney enviara 1 milhão de dólares para um banco em Qindao, na China. A remessa, não declarada à Receita Federal, teve como destino a conta da empresa Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, que pelo nome, em inglês, seria uma empresa de peças e acessórios de bicicletas.
Antes de chegar à China, o dinheiro transitou por bancos de Nova Iorque. A autorização para a transferência dos dólares para Qindao foi feita pelo próprio Fernando Sarney, cuja assinatura aparece num dos documentos obtidos pela PF.
A suspeita é de que a remessa tenha servido para compensar outra transação financeira realizada por Fernando Sarney, numa operação conhecida como dólar-cabo. Além da conexão chinesa, a investigação descobriu indícios da existência de contas em paraísos fiscais do Caribe e da Europa. A PF rastreia há meses as contas de Fernando Sarney.
PF indicia Fernando Sarney por evasão de divisas
Além de conexão chinesa, investigação descobriu indícios da existência de contas em paraísos fiscais do Caribe e da Europa