A Polícia Federal indiciou o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil durante os governos Lula e Dilma) por corrupção passiva. Palocci foi preso na Operação Omertà, na 35ª fase da Lava Jato, em 26 de setembro. Além de Palocci, foram enquadrados seu ex-assessor, Branislav Kontic, o casal de marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, e Juscelino Dourado, ligado ao ex-ministro da Fazenda.
Uma investigação da força-tarefa da Lava Jato aponta que, entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo o ex-ministro. A Polícia Federal liga Palocci à planilha "italiano", do Setor de Operações Estruturadas, a área secreta de propinas da empreiteira. Segundo a Omertà, "italiano" é Palocci.
João Santana foi o marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Ele e a mulher, Mônica Moura, foram presos na Lava Jato. À Justiça, confessaram ter recebido valores da campanha de Dilma por meio de caixa 2 em contas no exterior.
Indiciados
1. Antonio Palloci Filho como incurso nas penas do crime previsto no artigo 317, caput, do Código Penal em concurso material;
2. Juscelino Antonio Dourado como incurso nas penas do crime previsto no artigo 317, caput, do Código Penal em concurso material;
3. Branislav Kontic como incurso nas penas do crime previsto no artigo 317, caput, do Código Penal em concurso material;
4. João Cerqueira de Santana Filho como incurso nas penas do crime previsto no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998;
5. Mônica Regina Cunha Moura como incursa nas penas do crime previsto no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998;
6. Marcelo Bahia Odebrecht como incurso nas penas do crime previsto no artigo 333, caput, do Código Penal em concurso material.
PF indicia Palocci e Odebrecht por corrupção
Investigação apura pagamentos de mais de R$ 128 milhões à dupla e mais quatro pessoas