Política

PF investigará suposto vazamento de informações da Petrobras

Apuração tentará determinar quem pode ter repassado informações da Operação Lava Jato

PF garante que os trabalhos de apuração sobre o suposto esquema seguirão normalmente
PF garante que os trabalhos de apuração sobre o suposto esquema seguirão normalmente Foto : Pedro Ladeira / Folhapress / CP Memória
A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas sobre os depoimentos de Paulo Roberto da Costa durante as apurações da Operação Lava Jato. A apuração de possíveis irregularidades dentro da PF será realizada em Curitiba (PR).

Apesar do início das investigações internas, a PF garante que seguirão normalmente os demais trabalhos de apuração sobre o suposto esquema de desvio de verbas na Petrobras. A Petrobras informou, em nota divulgada no final da tarde desta segunda-feira, que requereu na Justiça acesso às informações prestadas por seu ex-diretor Paulo Roberto Costa à Polícia Federal (PF), em regime de delação premiada. Partes do depoimento de Costa à PF teriam vazado e sido publicadas na última edição da revista Veja, apontando nomes de diversos políticos como envolvidos em esquemas de corrupção dentro da estatal.

Em um trecho da nota, a Petrobras diz que tem interesse na conclusão de todas as investigações em curso e que continuará contribuindo para que isso ocorra de forma rápida e eficaz.

Numa série de depoimentos iniciados semana passada, o ex-diretor apontou o envolvimento de deputados e senadores, governadores e de pelo menos um ministro com os desvios de dinheiro de contratos da estatal com grandes empresas. Costa apontou, entre outros, um “operador do PMDB”, político fluminense, atribuindo-lhe o papel de intermediário de aliados do governo em negociações com empresas fornecedoras de bens e serviços à Petrobras. A atuação desse político se estenderia à distribuição de propinas a partir de contas no exterior. Os políticos receberiam, segundo Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras.

A presidente e candidata è reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira que é "estarrecedor" o fato de um funcionário de carreira da Petrobras, no caso o ex-diretor Paulo Roberto Costa, ter declarado estar envolvido em corrupção dentro da estatal. Marina Silva classificou o nome de Eduardo Campos, seu antecessor na corrida presidencial pelo PSB, ser citado de uma "ilação".

Quem teria sido citado

Edison Lobão (PMDB), ministro
João Vaccari Neto (PT), secretário de Finanças do PT
Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco — morto no mês agosto em acidente
Henrique Eduardo Alves (PMDB), pres. da Câmara dos Deputados
Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado
Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP
Romero Jucá (PMDB), senador
Cândido Vaccarezza (PT), deputado federal
João Pizzolatti (PT), deputado federal
Mario Negromonte (PP), ex-ministro das Cidades
Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro
Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão

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